Publicado em 16, março 2016

HOSPITAL VETERINÁRIO DA ULBRA E CELLVET UTILIZAM CÉLULAS-TRONCO PARA TRATAR PETS COM A SÍNDROME DO OLHO SECO

A terapia com células-tronco, em forma de colírio ou injeção, se mostrou eficiente para cães mais novos e em estágios menos graves de ceratoconjuntivite seca (CCS), uma doença oftalmológica que diminui a produção de lágrimas.

O problema começa como uma conjuntivite, os olhos dos pets ficam  avermelhados, irritados e apresentam secreção, mas é muito mais grave, já que a falta de tratamento pode levar o animal à cegueira. A estimativa é de que 2% da população de cães sofra com a Síndrome do Olho Seco, ocorrendo em menor frequência em gatos. A ceratoconjuntivite seca (CCS) é uma diminuição da produção lacrimal que acomete principalmente cães, mas também pode acontecer em gatos e outros animais. O diagnóstico é confirmado pela realização do teste da lágrima de Schirmer, que mede, por meio de um papel a quantidade de lágrima produzida pelo animal, sendo o valor mínimo normal para um cão de 15 mm/min, de acordo com a Diretora científica da CellVet, bióloga e doutora em Imunologia Nance Nardi. A CellVet é o único centro fornecedor de células-tronco para tratamentos de pets e equinos na região sul do país

O tratamento convencional é feito com a aplicação de colírios de forma contínua, cerca de duas vezes ao dia, obrigando proprietários e animais a terem uma rotina diária para administrar a medicação, muitas vezes para o resto da vida do paciente. Agora, com a pesquisa realizada pela Ulbra e a CellVet, tem se comprovado a eficácia do uso de células-tronco mesenquimais para o tratamento desta doença, livrando animal e proprietário da administração diária de colírios.

O estudo foi desenvolvido com seis cães de diversas raças, idades e sexos, com CCS comprovada pelo teste de Schirmer, apresentando produção abaixo de  10 mm de lágrima por minuto. Três animais foram tratados com células-tronco pela via tópica (“colírio de células-tronco”) e os outros três com injeção de células-tronco nas glândulas lacrimal e da terceira pálpebra.

A avaliação, três meses depois do tratamento, mostra que nos animais jovens e com menor grau de severidade da CCS os dois tipos de tratamento retornam a produção de lágrima aos níveis normais, sem necessidade do uso diário do colírio. Estes resultados foram mantidos em avaliação realizada 7 meses após o tratamento. Nos animais mais velhos (maiores de 10 anos) ou com CCS mais severa, o tratamento não teve resultado.

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